Novas vozes do fado

Sara Correia fala sobre o sucesso do fado entre jovens: “Respeitam de uma forma inacreditável”

Aos 32 anos, Sara é uma das principais representantes do gênero

Novembro 27, 2025

Sara Correia . Crédito: Reprodução Instagram
Sara Correia. Crédito: Reprodução Instagram

De vozes potentes a arranjos ousados, a atual safra de cantoras de fados, como Sara Correia, vem reescrevendo o som português com personalidade e frescor. O resultado? Um fado que emociona, sim, mas que também vibra, dança e provoca.

Aos 32 anos, Sara é uma das principais representantes do gênero. Jurada do “The Voice Portugal”, ela cresceu ouvindo o ritmo. Frequentou casas de fado desde os três anos e venceu o concurso “Grande Noite do Fado de Lisboa” aos 13, marco que deu início à sua trajetória.

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Em setembro de 2018, editou o seu álbum de estreia, o homônimo “Sara Correia”. Dois anos depois, lançou o segundo trabalho, “Do Coração”, concebido em parceria com Diogo Clemente. Em 2023, veio “Liberdade” e em 2024, “Do Mundo”. Recentemente, lançou a música “Avisem que eu cheguei”, e não demorou muito para a canção cair nas graças do público.

Sara Correia frequenta casas de fado desde os 3 anos. Crédito: Reprodução Instagram
Sara Correia frequenta casas de fado desde os 3 anos. Crédito: Reprodução/Instagram.

“Não só há muita gente jovem a cantar fado como há cada vez mais gente jovem a pagar para assistir a shows de fado. O meu concerto tem muito fado tradicional e as pessoas respeitam de uma forma inacreditável, mesmo que depois explodam de alegria com outras canções como ‘Respirar’ ou ‘Quero É Viver’”, diz ela à EntreRios.

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Para Sara, o segredo está no equilíbrio entre o respeito pela raiz e a liberdade criativa.

“O fado tradicional será sempre o fado tradicional, mesmo que sejam outras pessoas a cantá-lo e a tocá-lo, mesmo que as palavras que cantamos sejam outras. Isso não quer dizer que o fadista não possa cantar outras coisas, como é o meu caso. E mesmo cantando outras coisas, mantenho a matriz fadista”.

Essa matéria foi publicada originalmente na revista EntreRios.

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Renata Telles
renata@revistaentrerios.pt