Rock in Rio Lisboa

Sepultura emociona fãs em Portugal durante turnê de despedida: “Não estamos tristes e nem melancólicos

A banda se apresentou no Palco Music Valley neste domingo (21)

Junho 21, 2026

Sepultura. Crédito: Jordan Alves
Sepultura. Crédito: Jordan Alves

Quatro décadas depois de surgir em Belo Horizonte e se tornar um dos maiores nomes do heavy metal mundial, o Sepultura voltou a Portugal neste domingo (21) para um encontro especial com os fãs. A apresentação no Palco Music Valley do Rock in Rio Lisboa integrou a Celebrating Life Through Death, turnê de despedida que marca os 40 anos de carreira da banda e tem levado multidões aos concertos ao redor do mundo.

A ligação com o público português, aliás, vem de longa data. “Sempre fomos muito bem recebidos aqui. Fizemos festivais, shows no Porto, em Lisboa e, independentemente da formação, sempre tivemos momentos especiais. É muito bom estar aqui para fazer essa despedida”, afirmou o guitarrista Andreas Kisser.

A turnê tem proporcionado encontros inéditos. “É interessante notar que muita gente está vindo ver o Sepultura pela primeira vez. Não por causa da idade, porque acompanham a carreira da banda há muito tempo, mas nunca tiveram a oportunidade de nos ver ao vivo. Essa despedida tem tirado muita gente de casa”, disse.

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O músico revelou que o processo foi planejado com antecedência. “Fazer uma turnê assim não é fácil. Foram muitos anos de preparo, começamos a pensar nisso dois anos antes do anúncio. E está sendo muito melhor do que eu imaginava. Não estamos tristes nem melancólicos.”

Sepultura. Crédito: Jordan Alves
Sepultura. Crédito: Jordan Alves

Considerada uma das bandas brasileiras de maior projeção internacional, o Sepultura também ajudou a abrir portas para a música nacional no exterior. Andreas relembrou o contexto em que o grupo nasceu, em 1984, ainda nos últimos anos da ditadura militar. “O Sepultura é um dos pioneiros. O Rock in Rio aconteceu em 1985 e eu vi Ozzy Osbourne. Aquilo estimulou toda uma geração a pegar nos instrumentos e formar bandas. Sempre fomos verdadeiros e fiéis ao que queríamos fazer. Falavam para a gente fazer sertanejo, fazer pop, mas nunca fizemos nenhuma concessão artística.”

Andreas Kisser. Crédito: Jordan Alves
Andreas Kisser. Crédito: Jordan Alves

Para o guitarrista, a força do heavy metal está justamente na diversidade e na autenticidade. “Nunca esteve tão bom. Você vê que muitas mulheres estão participando de bandas no Brasil. Homossexuais como Robert Half, do Judas Priest, não foi cancelado pelo publico do heavy metal, que é um publico que respeita e abraça as diferenças. O rock sobrevive porque é autentico, ele significa liberdade.”

jordan@revistaentrerios.pt

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