Startup liderada por brasileira realiza pesquisa para entender níveis de diversidade e inclusão no Rock in Rio Lisboa
Já foram coletadas mais de 3,5 mil respostas sobre a experiência e pertencimento do público no festival
- Lisboa
Junho 27, 2026
A startup IDE Social Hub está desenvolvendo, em parceria com o Rock in Rio Lisboa, o Inquérito de Pluralidade para recolher dados sobre diversidade, inclusão, acessibilidade, pertencimento e experiência do público no festival.
A ação conta também com a parceria do BPI e da Fundação “La Caixa” que também conta com voluntários para capturar dados durante o evento. Apenas no primeiro fim de semana foram coletadas mais de 3,5 mil respostas com pessoas com 18 anos ou mais.
“Grandes eventos já não podem falar de inclusão apenas como discurso. Precisam de dados para entender quem participa, quem encontra barreiras e compreender como diferentes públicos vivem estes espaços. Queremos entender que experiências os números habituais não conseguem captar e podemos perceber que há disponibilidade do público para participar numa conversa que raramente tem lugar num evento desta escala”, afirma Elisangela Souza, fundadora e CEO do IDE Social Hub.
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A startup, criada em 2022 em Portugal, é destinada a trabalhar a diversidade, a inclusão e a equidade nas empresas.
Embora as edições anteriores do Rock in Rio Lisboa já tenham disponibilizado QR Codes para perguntar ao público sobre questões ligadas à diversidade, inclusão, acessibilidade e segurança, na edição de 2026 a ideia foi realizar uma evolução nessa abordagem ao serem observados comportamentos, expectativas e oportunidades ligadas a consumo, mobilidade, tecnologia, acessibilidade, comunicação e pertencimento.
Segundo Elisangela, tudo isso pode ser trabalhado também além dos festivais, especialmente nas áreas do turismo, varejo, mobilidade urbana e experiência do cliente.
“Um dos ângulos mais fortes da nossa atuação está na participação de pessoas com 50 anos ou mais, sobretudo com os shows do Legends Day, no dia 27. Esta geração participa, consome, circula e influencia a experiência cultural — mas ainda recebe pouca atenção estratégica nas análises sobre entretenimento, marcas e experiência do público”, destaca a empreendedora.
A recolha dos dados acontece até o dia 30 de junho. Quem quiser responder o questionário (cerca de 3 a 4 minutos) pode acessar o link. Não são coletados nomes, contatos ou documentos de identificação.
As respostas a questões que envolvam dados pessoais de natureza sensível ou categorias especiais de dados, como identidade de gênero, origem/pertença cultural, deficiência ou necessidades específicas de acessibilidade são opcionais.
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Os resultados agregados e relatórios de análise serão divulgados no mês de julho após a finalização dos inquéritos.
Acessibilidade
O Rock in Rio anunciou para essa edição uma série de medidas de acessibilidade, incluindo a criação de plataformas de visibilidade no Palco Mundo, sendo uma delas destinada a cadeirantes, pessoas com nanismo, pessoas cegas ou com baixa visão, além do serviço de audiodescrição; e outra plataforma para pessoas com mobilidade condicionada e a visitantes com outras necessidades específicas de acessibilidade.
Há ainda espaços acessíveis com rampas de acesso, instalações sanitárias adaptadas e balcões rebaixados para oferecer mais autonomia e conforto para pessoas com mobilidade condicionada, o que inclui também um shuttle acessível e uma entrada especial especialmente dedicada a esse público. Há ainda uma política de bilhete para acompanhantes assistente pessoal.
Por fim, pessoas neurodivergentes também possuem acesso a uma sala sensorial, com kits, objetos sensoriais, óculos escuros, abafadores sonoros e uma cartilha de comunicação destinada ao atendimento desse público.
renan@revistaentrerios.pt