Via Brasil: 2025, um ano chamado estabilidade
Economia cresce com cautela, política mantém diálogo sob tensão e o Brasil amplia protagonismo ambiental em um ano marcado por reposicionamento global
- Brasil
Dezembro 22, 2025
O país fecha o calendário em clima de reconstrução: economia avançando, embora com números moderados. O PIB deve crescer 2%, estima o Banco Central, sustentado por agronegócio, energia e serviços. A inflação deve ficar levemente acima do teto da meta (4,5%), e o nível de emprego no maior patamar desde 2014.
Investimentos em infraestrutura, transição energética e tecnologia ganham fôlego. A expectativa, se o mar continuar igualmente navegável, é de cortes graduais nos juros em 2026, abrindo as estradas para o crescimento.
Na política, o diálogo institucional resistiu à polarização aguda e às tensões do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos na tentativa de golpe em 2023. A reforma tributária e o novo arcabouço fiscal avançaram com ajustes, e programas voltados à educação e à inovação receberam reforço orçamentário.
O Legislativo aprovou o Marco de Transição Energética, que cria metas para hidrogênio verde e energia solar; o Programa Nacional de Mobilidade Sustentável (eletrificação); e a Lei de Fomento à Inovação, de incentivos para startups.
Foi regulamentado o Fundo Nacional de Combate à Pobreza, com recursos vinculados à taxação de grandes fortunas. O pacote sinaliza compromisso com crescimento, inclusão e modernização.
Tarifaço e diplomacia ativa

As tarifas impostas pelos Estados Unidos reduziram em cerca de 10% as exportações brasileiras no terceiro trimestre, segundo o FGV Ibre.
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O governo reagiu com diversificação comercial e novas parcerias com a União Europeia, África e Sudeste Asiático. Os encontros entre Lula e Donald Trump marcaram a retomada de um diálogo pragmático sobre comércio internacional.
Segurança em debate

A operação no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em outubro deixou um recorde de mortos e reacendeu a discussão sobre segurança e inclusão das periferias na economia.
A falta de um projeto de segurança robusto e de fácil compreensão para enfrentar o domínio de territórios pelo crime organizado desgastou o governo federal. O tema deve dominar o debate eleitoral de 2026.
COP30 e a influência brasileira

A Conferência do Clima em Belém consolida o Brasil entre os atores centrais da diplomacia ambiental. Trinta e três anos após a Rio-92, o país voltou a sediar uma conferência decisiva para implementação dos acordos e metas climáticas.
O evento reuniu mais de 40 mil participantes e reforçou a liderança brasileira em temas como bioeconomia, crédito de carbono e uso da terra.
Essa coluna foi publicada originalmente na revista EntreRios.
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