Vinhos, licores e tradições: o que Portugal bebe nas festas
As festas de fim de ano estão a chegar e são propícias aos brindes. Por isso reunimos uma sugestão das bebidas mais icônicas portuguesas com que pode celebrar
- Lisboa
Dezembro 20, 2025
Portugal é amplamente reconhecido como um dos grandes produtores de vinho do mundo. No entanto, para além dos tintos, brancos, verdes e rosés que dominam as cartas e adegas, o país mantém uma rica tradição de bebidas típicas — algumas mais doces, outras mais intensas — consumidas como aperitivo ou digestivo e profundamente ligadas às regiões onde nasceram.
Entre os vinhos fortificados, o mais conhecido é o vinho do Porto, símbolo do Douro e presença constante à mesa. Outro destaque é o Moscatel de Setúbal, apreciado pelo perfil aromático e sabor suave e adocicado, que o torna uma escolha frequente após as refeições.
Já no campo dos licores, a ginginha — feita a partir de ginja ácida — é consumida em todo o país, mas ganhou fama especial em Óbidos, onde é tradicionalmente servida em copos de chocolate nas lojas e cafés da vila histórica.
Outro ícone nacional é o Licor Beirão, conhecido popularmente como “o licor de Portugal”. Produzido a partir de uma receita secreta que combina plantas aromáticas e especiarias, costuma ser servido com gelo e tem presença constante tanto em bares quanto em casas portuguesas.
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No sul do país, especialmente no Algarve, destaca-se a Amêndoa Amarga, também chamada de Amarguinha. Produzida a partir de amêndoas, é tradicionalmente bebida com algumas gotas de limão e reflete a forte ligação da região ao cultivo das amendoeiras.

Nas ilhas, a tradição mantém-se viva. Na Madeira, o célebre vinho da Madeira é reconhecido internacionalmente pelo seu processo único de envelhecimento, que lhe confere características muito próprias.
Da mesma região vem a poncha, bebida popular feita com aguardente de cana, mel e sumo de limão.

A aguardente vínica, produzida a partir do bagaço da uva, é outra presença marcante na cultura portuguesa. De teor alcoólico elevado, é consumida sobretudo como digestivo.
Nos últimos anos, os espumantes portugueses também ganharam protagonismo. A região da Bairrada é considerada a capital nacional deste tipo de vinho, beneficiando de um clima fresco e húmido que garante às uvas a acidez ideal para a espumantização. Os espumantes dali são hoje reconhecidos pela qualidade e consistência.
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Não é possível falar de vinhos em Portugal sem mencionar o Barca Velha, considerado a “joia da coroa” dos vinhos portugueses. Produzido pela Casa Ferreirinha, no Douro, teve a sua primeira colheita em 1952, contrariando a ideia, então dominante, de que o Douro Superior não permitiria grandes vinhos tintos.

O Barca Velha só é declarado em anos excecionais. Quando a qualidade exigida não é atingida, as uvas dão origem ao Casa Ferreirinha Reserva Especial, igualmente prestigiado, mas comercializado a valores mais acessíveis.
Com produção limitada e reputação consolidada, uma garrafa de Barca Velha pode ultrapassar facilmente os 700 euros, sendo considerado um vinho de coleção e também um investimento.
Onde comprar
Vinhos mais exclusivos podem ser encontrados em garrafeiras especializadas, como:
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Garrafeira Nacional
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Cavelusa
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Portugal Vineyards
Já os vinhos e licores mais comuns estão disponíveis em supermercados por valores que, em geral, não ultrapassam os 20 euros.
Nota: todas as bebidas referidas contêm álcool e o seu consumo é permitido apenas a maiores de 18 anos.