Web Summit: sete startups brasileiras de bioeconomia para ficar de olho
A sustentabilidade e o combate às mudanças climáticas estiveram entre os temas mais discutidos durante o Web Summit
- Lisboa
Novembro 15, 2025
Desde o início da semana, o Brasil está recebendo a COP30 e tem protagonizado as discussões sobre o andamento da transição energética e o combate às mudanças climáticas e o aquecimento global.
Na mesma semana, Lisboa recebeu o Web Summit e o tema da sustentabilidade não passou batido do ambiente de tecnologia e inovação. Em Portugal, o Brasil também assumiu o protagonismo das discussões sobre o meio ambiente e a bioeconomia e apresentou diversas empresas e iniciativas na área.
Os presidentes do Sebrae e da Apex estiveram presentes na abertura da COP30 e também na abertura do Pavilhão Brasil no Web Summit em 2025 e ressaltaram a importância de unir a inovação e a sustentabilidade.
“Ao inovar a gente também ajuda a vencer a crise climática. Precisamos implementar produtos e serviços sustentáveis que vão ajudar o planeta para que a gente possa enfrentar a ameaça à vida no planeta”, destacou o presidente da Apex, Jorge Viana.
“Hoje somos a escola para salvar o planeta. É possível ter uma economia sustentável e a inovação tem tudo a ver com isso”, declarou o presidente do Sebrae.
Segundo dados do Sebrae, hoje, na Amazônia Legal existem cerca de 2900 startups já conhecidas na base de dados, mas mais de 30% delas nasceram nos últimos quatro anos. O órgão enxerga a bioeconomia como uma grande vantagem competitiva para o país e tem procurado investir na aceleração de empresas da região com iniciativas como o Inova Amazônia.
O Sebrae e a Apex-Brasil também anunciaram três startups de bioeconomia (WoodChat, Bio 6 Sustentável e Sintropia Cosméticos) que assinaram memorandos de entendimento que podem resultar em investimentos por parte de um fundo de venture capital da Startups Portugal.
O secretário-executivo do Ministério da Tecnologia e Inovação (MCTI) do Governo Federal, Luis Fernandes, destacou, durante painel no Web Summit 2025, que o Brasil possui uma matriz energética limpa e que o principal problema em relação a emissões de carbono na atmosfera diz respeito ao uso do solo e ao desmatamento.
“Levamos as mudanças climáticas muito a sério, e isso nos dá credenciais verdes reconhecidas globalmente. É a base sobre a qual podemos dar o exemplo e construir parcerias em torno de energias limpas e tecnologias avançadas como a IA”, ponderou.
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A EntreRios destacou essas e outras startups que possuem grande potencial de destaque no futuro e que vale ficar de olho. Confira abaixo as sete principais:
Bio 6 Sustentável – Tocantins
A empresa transforma a casca de camarão que iria para o lixo em química fina de alto valor, com foco em soluções biodegradáveis.
A substância funciona como um floculante (produto químico fabricado para melhorar a clareza da água em uma piscina) biodegradável para tratamento de água e efluentes, além de produzir o composto orgânico 5-HMF para indústrias cosmética, farmacêutica, têxtil. Está em operação em todo o país e possui patentes no Brasil, China, EUA e Japão. Mais informações: https://www.bio6sustentavel.com/
Unit Carbon – Amapá
A plataforma oferece soluções de descarbonização, créditos de carbono e a tokenização do plantio de árvores em áreas urbanas e residenciais, permitindo o acompanhamento (incluindo registros, geolocalização, validação e monitorização) de árvores e conectando o reflorestamento urbano a comunidades.
Também oferece um clube de vantagens e possui colaborações com a Embrapii/Viçosa. Mais informações: https://unitcarbon.com.br/
Wood Chat – Acre
É a primeira IA brasileira para reconhecimento de espécies de madeira amazônica por imagem, além de um chatbot no Whatsapp para suporte técnico. Possui soluções de reconhecimento, base de dados e certificação para documentação.
Iniciará em breve a atuação em Portugal e está em negociações para parcerias com a União Europeia e com o IBAMA. Mais informações: https://woodchat.com.br/
InCarbon – São Paulo
A empresa desenvolve projetos de ativos ambientais modulares (“créditos ecossistêmicos”): carbono, biodiversidade, água e impacto social (incluindo empoderamento feminino), com foco em comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas) e pequenos/médios produtores, tendo como objetivo o desenvolvimento territorial.
Possui grandes projetos no Pernambuco e no Acre e utiliza metodologia indígena de biodiversidade apoiada pelo CNPq. Mais informações: https://www.incarbon.com.br/
Sintropia Cosméticos – Maranhão
Produção de cosméticos que utilizam ativos agroflorestais com ligação direta do consumidor com as comunidades produtoras (incluindo a criação de um QR Code para origem e tokenização de doações para plantios agroflorestais).
Possui 20 produtos registrados e comercializados. Mais informações: https://lojasintropia.com.br/
SmartBOX – Amazonas
A solução pode monitorar, em tempo real, as condições de cargas transportadas, como temperatura, umidade, rastreamento e possíveis violações.
Possui atuação na região da Amazônia legal, na região norte do Brasil, principalmente no Amazonas e Tocantins. Mais informações: https://www.linkedin.com/company/smartbox-transporte-e-armazenamento-seguros/
Pluvi – Pernambuco
A empresa desenvolve uma solução que transforma água da chuva em água potável sem o uso de produtos químicos, além de contribuir para evitar alagamentos e deslizamentos, promovendo a sustentabilidade hídrica, redução das desigualdades e melhoria da qualidade de vida de comunidades. Mais informações: https://www.pluviambiental.com.br/
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