Lisboa recebe mais uma estreia musical neste domingo (4). A cantora Poppy se apresenta pela primeira vez na capital, como atração de abertura do show do Evanescence. Promovendo o álbum Empty hands (2026), a artista sobe ao palco da MEO Arena às 19h50, depois da dupla britânica Nova Twins. Ainda há ingressos disponíveis.

Natural de Boston, nos Estados Unidos, Poppy — nascida Moriah Rose Pereira — possui raízes portuguesas por parte do avô paterno. Considerada uma revelação do metal, a cantora também transita pelo pop e pela música eletrônica. Com uma trajetória iniciada em 2011, já lançou sete álbuns de estúdio e seis EPs. Nos palcos, faz turnês desde 2017 e já abriu shows de bandas como Linkin Park, Avenged Sevenfold e Thirty Seconds to Mars.

A paixão de Moriah pela música surgiu ainda na infância, quando fez aulas de dança por 11 anos. Em 2011, deu início à trajetória artística no YouTube, onde publicava releituras de artistas como Alanis Morissette e Bob Dylan. Após ser descoberta pela gravadora Island, ainda sob o nome artístico That Poppy, lançou em 2016 seu primeiro material oficial: o EP Bubblebath.

Crédito: Divulgação / Island Records
Capa do álbum Bubblebath. Crédito: Divulgação / Island Records
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Apesar de hoje ser reconhecida pelo metal, os dois primeiros discos da artista, Poppy.computer (2017) e Am I a girl? (2018), eram focados no pop. A situação mudou a partir de I disagree (2020), quando abordou uma sonoridade mais pesada. Em entrevista à revista Revolver, em 2020, ela justificou o redirecionamento artístico como um resgate do que ouvia antes de começar a carreira.

“Eu definitivamente cresci ouvindo isso. Acho que depende do dia, mas sempre gostei de Nine Inch Nails e Gary Numan. Esses são os que nunca faltam. Mas também tenho formação em dança e adoro música pop, então explorar esse território também fazia sentido na época. Mas agora esse parece ser o tom certo para expressar meus sentimentos”, disse Poppy.

Após a mudança de estilo, a cantora lançou mais quatro álbuns: Flux (2021), Zig (2023), Negative spaces (2024) e Empty hands (2026), alternando entre metal, pop e música eletrônica. O trabalho mais recente entrou nas paradas de diversos países, principalmente na Europa, e chegou ao 137º lugar da Billboard 200, tornando-se o segundo álbum de Poppy a aparecer no ranking americano.

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Youtuber e atriz

Além de videoclipes e outros conteúdos ligados à música, Poppy usava o YouTube, no início da carreira, para criar uma persona enigmática e surreal. Principalmente entre 2014 e 2017, publicava vídeos em cenários minimalistas nos quais fazia coisas como comer algodão-doce, repetir “eu sou a Poppy” durante dez minutos ou refletir sobre temas como cultura da internet, ansiedade e consumismo.

A ideia do projeto partiu de Titanic Sinclair, produtor de seus primeiros trabalhos e colaborador da artista naquela fase. O objetivo era criar uma persona e um projeto artístico independente para Poppy. Anos depois, ela voltou a explorar esse lado mais surreal em Improbably Poppy (2024), série de humor e música, além de também participar de outros trabalhos como atriz.

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