O último dia do Rock in Rio Lisboa confirmou a aposta do festival nas sonoridades urbanas e reuniu uma das programações mais internacionais de sua história. Rap, trap, afrobeats, funk, pop latino e hip hop dividiram espaço ao longo da jornada, atraindo um público predominantemente jovem e encerrando a 11ª edição do evento com uma atmosfera de celebração da música contemporânea. O alinhamento do Palco Mundo, liderado por 21 Savage, Central Cee, Rema e Matuê, foi complementado por uma forte presença brasileira e portuguesa nos restantes palcos.
21 Savage fez sua aguardada estreia como atração principal e foi o responsável por encerrar o Rock in Rio Lisboa neste domingo (28). No Palco Mundo, o rapper entregou um show marcado por batidas fortes, uma produção visual impactante e um repertório focado nos maiores sucessos da carreira.
Vencedor de um Grammy e um dos nomes mais influentes do rap mundial na última década, o artista norte-americano levou ao festival sua estética minimalista, característica de suas apresentações. Sem grandes excessos no palco, a força do show ficou concentrada na música e na resposta imediata do público, que acompanhou cada faixa em sintonia com o artista.
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Quem também passou pelo palco principal foi o brasileiro Matuê. O artista cearense mostrou por que se tornou uma das maiores referências do trap em língua portuguesa. Com um espetáculo visualmente elaborado e sucessos como Quer Voar e 777-666, Matuê transformou as primeiras horas da programação em um grande coro coletivo, comprovando o alcance internacional da nova geração da música brasileira.

Matuê. Crédito: Divulgação
Fãs da nova geração
Foi a segunda vez que a estudante portuguesa Matilde Mendonça Quaresma, de 19 anos, assistiu a um show do Matuê. Com um grupo de amigos, ela também estava animada pelas apresentações de 21 Savage e Central Cee: “Vi Matuê na Costa da Caparica. Agora estou ainda mais animada para conferir estes outros artistas que adoro”.
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Pela segunda vez no Rock in Rio Lisboa, a estudante Margarida Medeiros Anjos dos Santos, de 16 anos, comprou ingressos para ver Central Cee, 21 Savage, Matuê e Filipe Ret: “É um dia espetacular, com artistas que adoro e acompanho. Quero ouvir Máquina do Tempo e Anos Luz, do Matuê, e Band4Band, do Central Cee. Da outra vez, vim ver Ed Sheeran”.
Filipe Ret domina Palco Music Valley
Filipe Ret fez o grande público dançar com os hits que reafirmam sua posição entre os principais nomes do rap brasileiro contemporâneo. Com letras que equilibram reflexões sociais, experiências pessoais e forte identidade urbana, o artista encontrou fãs que acompanharam cada verso. O show reforçou a diversidade da presença brasileira no festival e mostrou como o rap produzido no país conquistou espaço além das fronteiras nacionais, dialogando diretamente com o público europeu.

As amigas Mariana Rodrigues e Luísa Silva. Crédito: Fernanda Baldioti
Fãs de Ret, as amigas Mariana Rodrigues, 23 anos, e Luísa Silva, de 26, escolheram o look especialmente influenciadas pela estética do cantor. “Somos muito fãs, por isso construímos o look no estilo dele”, contou Mariana.

Karetus. Crédito: Divulgação
O britânico Central Cee levou ao festival a força do drill londrino, enquanto Rema apresentou o seu afrorave, mistura de afrobeats, pop e ritmos africanos que o transformou em um dos maiores fenômenos da música global recente. No Music Valley, Dennis DJ acrescentou a energia do funk brasileiro para um público que aguentou até a madrugada de segunda-feira (30) para dançar até o chão. Carlão e Irina Barros reforçaram a representação da música portuguesa contemporânea. Já no Palco Super Bock, CeeLo Green, Lola Índigo, Valete e Karetus ampliaram ainda mais a diversidade sonora do último dia do festival.
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Fernanda Baldioti