Após sete dias de evento, chegou ao fim a décima primeira edição do Rock in Rio no Brasil. Nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, a Cidade do Rock, localizada no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, recebeu atrações como Foo Fighters, Elton John, Maroon 5 e muitas outras, passando por diversos estilos desde o rock e o pop internacional até a MPB e eletrônica. No último domingo (13), dia de encerramento do evento, a Rock World, empresa gestora do evento, realizou uma coletiva de imprensa para divulgar os números oficiais desta edição, além de anúncios de futuros projetos.
O balanço revelou números ligados aos concertos, estrutura, público, serviços oferecidos no festival e o impacto econômico na cidade carioca. Mesmo com a chuva na maioria dos dias, os dados mostram que o evento recebeu mais de 700 mil pessoas durante os sete dias. Do público presente, 49% vieram de fora do Rio de Janeiro, reunindo 89 nacionalidades.
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O relatório ainda mostra que mais de 30 mil profissionais foram credenciados para trabalhar com o Rock in Rio, gerando 33,9 mil empregos diretos e indiretos. O resultado foi um impacto econômico estimado em R$ 3,36 bilhões (mais de 566 milhões de euros na cotação atual). Em entrevista exclusiva à EntreRios, o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, contou que houve mais de 15 mil emissões de bilhetes internacionais, representando um aumento de 7,5% em relação à edição anterior do festival, em 2024.
“Isso reflete diretamente na economia da cidade, hotéis mais cheios, serviços mais cheios, mais trabalho… então é um impacto muito positivo para a gente. Nosso planejamento operacional se repete muito com o que foi da última edição, mas com alguns ajustes. Hoje temos um BRT [ônibus especial] em perfeitas condições, a integração dos modais que faz o turista chegar aqui com segurança, rapidez e fluidez, a operação de trânsito bem organizada… Então, tudo funciona muito bem para que todos os turistas e não turistas curtam o Rock in Rio com segurança e tranquilidade”, disse Bernardo.

Palco Mundo do Rock in Rio. Crédito: Reprodução / X (@rockinrio)
Em termos de estrutura, o evento contou com sete palcos que reuniram cerca de 65,85 toneladas de cenografia: Mundo, Sunset, Espaço Favela, New Dance Order, Supernova, Global Village e Highway Stage. Foram utilizados também 5.136,50 m² de painéis de LED, além de 120 quilômetros de fios elétricos espalhados pela Cidade do Rock. Para o CEO do Rock in Rio, Ronaldo Pereira, as expectativas da organização do festival foram superadas, apontando a recepção positiva do público mesmo com o clima de chuva e ventos na maior parte do tempo.
“Você vê a importância do Rock in Rio, que a gente gosta de dizer que é muito mais um filme do que uma foto. Quem quer foto, vai no show isolado. Quem quer filme, história e narrativa, vem para o Rock in Rio. Quem quer viver e construir essa história, aí aqui definitivamente é o nosso lugar”, contou Ronaldo à EntreRios.
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Rock in Rio está confirmado para 2028 e The Town tem datas definidas
Com o Rock in Rio 2026 encerrado, a organização já começa a preparar as próximas edições. No balanço divulgado após o festival, a Rock World confirmou o retorno do evento ao Rio de Janeiro em 2028 no mês de setembro, ainda sem datas definidas. Antes disso, o público terá uma novidade: o Rock in Run, corrida oficial do festival, que será realizada no evento-teste da próxima edição, com percursos de cinco e dez quilômetros.

The Town voltará em São Paulo em 2027. Crédito: Reprodução / X (@thetownfestival)
Por outro lado, quem já possui calendário definido é o irmão paulista do Rock in Rio: o The Town. O festival que ocorre em São Paulo desde 2023 chegará à sua terceira edição e ocorre nos dias 4, 5, 6, 11 e 12 de setembro de 2027 no Autódromo de Interlagos.
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Lucas Machado