No próximo sábado, dia 07 de março, Lisboa veste-se de tambor e poesia para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado mundialmente dia 08 de março. O Coletivo Gira estará na Fábrica Braço de Prata, em Marvila,  com a sua já tradicional roda de samba. Formado  por  imigrantes o grupo reafirma, a cada acorde, o seu compromisso com a diversidade, a inclusão e o posicionamento político contra todas as formas de discriminação.

Fundado em 2021, em Lisboa, o Coletivo Gira nasceu do impulso de pessoas com trajetórias distintas, unidas pelo amor ao samba e às raízes afro-brasileiras. Mais do que música, o coletivo construiu um movimento cultural que ecoa igualdade de género e representatividade num universo historicamente masculino:

“Justamente por vivermos o samba há muitos anos e conhecermos esse meio, foi essa realidade que nos motivou a criar algo que trouxesse mais representatividade”, afirma Kali, vocalista e cavaquinista do grupo.

Coletivo Gira.Crédito: Letícia Diniz

Kali Peres (Cavaco e Voz),  Emile Pereira (Percussão e Voz), Tida Pinheiro (Percussão e Voz),  Lika Mattos (Percussão e Voz), Meli Huart  (Percussão),  Bibi Nobre (Baixo), Brunão  (Pandeiro) formam o Coletivo Gira. Crédito: Letícia Diniz

Na noite de celebração, um dos blocos será dedicado exclusivamente a sambas compostos ou interpretados por mulheres. Um  gesto simbólico que transforma repertório em manifesto.

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A programação contará ainda com a participação especial das Bandeirinhas Panafrikanista, batucadeiras do Casal de São Brás, na Amadora. Fundado em 2016 por mulheres cabo-verdianas, muitas delas empregadas domésticas,  o grupo faz da música tradicional de Cabo Verde uma afirmação política panafricanista. Cantando em crioulo, defendem o DJUNTA-MÔ, filosofia de união, solidariedade e compromisso entre gerações e povos africanos, e levam ao palco uma arte que é também resistência e dignidade.

 

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Juntas, Coletivo Gira e Bandeirinhas Panafrikanista transformam a celebração do Dia Internacional da Mulher num ato coletivo de força e ancestralidade. Entre pandeiros, cavaquinhos e tambores, Lisboa ouvirá vozes que atravessam o Atlântico e reafirmam que o samba e a batucada são mais do que festa. Os bilhetes custam entre 5 e 10 euros. 

Serviço

Data: Sábado, 07 de março
Horário: 16h às 20h
Local: Fábrica Braço de Prata (Rua da Fábrica de Material de Guerra, 1 – Lisboa)

Programação:
16h – Abertura
16h30 – Primeiro bloco Roda de Samba
17h45 – Intervalo com Bandeirinhas Panafrikanista
18h30 – Segundo bloco Roda de Samba
20h – Encerramento

jordan@revistaentrerios.sapo.pt

 

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