Danos em telhados, pisos e instalações elétricas, além de alagamentos e deslizamentos, estão entre as consequências mais frequentes da passagem da tempestade Kristin por museus e monumentos de quase 20 municípios do país. De acordo com o Ministério da Cultura, foram registradas 45 ocorrências, com destaque para a destruição completa da Charolinha da Mata dos Sete Montes, em Tomar, e para a perda de complexos arqueológicos no Forte Novo, em Loulé, considerados os casos mais graves.
O levantamento preliminar, elaborado pelo Patrimônio Cultural – Instituto Público e pela empresa Museus e Monumentos de Portugal, aponta danos significativos em diversos bens classificados como Patrimônio Mundial, entre eles os mosteiros da Batalha e de Alcobaça, o Convento de Cristo, em Tomar, e o Palácio Nacional de Mafra. As intervenções previstas incluem reparos em telhados, restauração de elementos em pedra, verificação de sistemas elétricos, substituição de estruturas danificadas e limpeza de áreas afetadas pela queda de árvores e inundações. A ministra da Cultura, Juventude e Esporte, Margarida Balseiro Lopes, estima que as obras de recuperação devem exigir um investimento em torno de 20 milhões de euros.
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Entre os locais mais atingidos estão também o Museu Nacional de Conímbriga, o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, e diversas igrejas e sítios históricos nos distritos de Leiria, Coimbra, Santarém, Aveiro, Lisboa e Portalegre. Por causa dos estragos, seguem fechados ao público o Mosteiro da Batalha, o Convento de Cristo, o Museu de Conímbriga e o Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha.
A tempestade Kristin deixou, ao todo, dez mortos, centenas de feridos e desabrigados, e levou o governo a decretar estado de calamidade em 68 municípios, além de anunciar um pacote de apoio que pode chegar a 2,5 bilhões de euros.
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*Com informações da Lusa

Jordan Alves