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Vini Jr. lidera grupo que compra o FC Alverca e amplia presença brasileira no futebol português

Julho 4, 2025

Vinicius Jr., do Real Madrid, gesticula durante jogo da LaLiga contra o RCD Espanyol.
Vinicius Jr., em ação pelo Real Madrid, durante a partida da LaLiga frente ao RCD Espanyol. Crédito: Fernando Villar/EPA.

O futebol português é cada vez mais um ‘prato cheio’ para investidores brasileiros, muitos deles ex-jogadores ou até mesmo jogadores ainda na ativa. A bola da vez é Vinicius Junior — ou Vini Jr. — que adquiriu, juntamente com um grupo estrangeiro, a Sociedade Anônima Desportiva (SAD) do FC Alverca, recém-promovido à primeira divisão

Antes de avançar com a compra de cerca de 80% das ações — um negócio de aproximadamente 8 milhões de euros
(quase 52 milhões de reais) — do tradicional clube da região do Ribatejo, na área metropolitana de Lisboa, o craque do Real Madrid chegou a sondar o Leixões, do norte do país. Acabou por escolher a primeira (e mais vantajosa) alternativa. Sábia decisão.

A negociação foi simples. Isso porque o antigo dono do FC Alverca também é de origem brasileira. Trata-se do empresário e engenheiro mineiro Ricardo Vicintin, que, entre outros motivos, resolveu abrir mão do projeto para não
ter de confrontar-se com o filho, Bruno. O herdeiro de Ricardo foi o principal responsável por o Santa Clara, da primeira divisão, ter tido uma temporada histórica e garantir a classificação inédita à Liga Conferência 2025/26.

Vini Jr. começa agora a trilhar um caminho percorrido por outros nomes de peso do futebol brasileiro. O último
deles foi Roque Júnior, ex-zagueiro de Palmeiras, Milan e Leverkusen. O pentacampeão mundial em 2002 com a Seleção Brasileira passou a ser, em 2023, o acionista majoritário do Anadia FC, da terceira divisão.

Vinicius Junior, jogador do Real Madrid e coproprietário do FC Alverca, assiste ao jogo da Primeira Liga entre Alverca e Benfica, em Alverca do Ribatejo.
Vinicius Junior acompanha das bancadas o duelo entre FC Alverca e SL Benfica, pela Primeira Liga, em Alverca do Ribatejo. Crédito: Miguel A. Lopes/EPA.

Numa posição relativamente diferente nos bastidores, Marcelo, ex-Real Madrid, Fluminense e Seleção, chegou a apoiar financeiramente o CD Mafra, da segunda divisão, entre 2021 e 2022. Entretanto, nunca se envolveu, ao pormenor, do ponto de vista administrativo. Era mais uma questão de entrega de imagem.

Em 2017, Daniel Alves, que havia acabado de deixar o Barcelona para defender a Juventus e, posteriormente, o PSG, fez um grande estudo do futebol português. Estava decidido a investir no país algo em torno de 2 milhões de euros. Ao lado de Fred, ídolo do Fluminense, fez reuniões com potenciais alvos, entre eles Famalicão e Leixões. No fim, desistiram da ideia.

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Se depender do passado recente, Vinicius Junior tem tudo para, assim como em campo,ser bem-sucedido fora das quatro linhas em Portugal. Um dos seus principais empresários é o brasileiro Frederico Pena, que participou diretamente da estruturação do Estoril — na ocasião, em 2015, na segunda divisão.

Pena, então na agência Traffic Sports, do falecido milionário J. Hawilla, ajudou a colocar o clube da região de Cascais na elite nacional, onde permanece até hoje. Fez grandes transferências de jogadores — na maioria brasileiros — e participou de competições internacionais. Um case de sucesso.

Essa coluna foi publicada originalmente na revista EntreRios.

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